terça-feira, 19 de julho de 2011

Construindo uma Catedral!

Por Rosane Mito

Para todas aquelas mulheres que ouvem questionamentos como: o que andas fazendo, além de ...eh...bem... cuidar da família? Saibam que mesmo que a sociedade não veja nossa contribuição, ela é real, e certamente maior do que aquela que daríamos em um escritório ou seja lá onde pensam que seríamos mais úteis.

Obrigada Luciana, minha filha, por teres me lembrado deste vídeo! Daqui para frente a resposta vai ser essa: ESTOU CONSTRUINDO UMA CATEDRAL!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A alegria de ser mãe!


Essa notícia é para todas aquelas que são,desejam ou ainda temem ser mãe.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/page/3
 
Estas seis mães não só têm 44 filhos entre si, mas elas são mulheres belas, vibrantes e trabalhadoras, ocupadas na missão de divulgar a beleza do que elas consideram “a maior profissão da terra”: o papel de mãe.

Juntadas pela dinâmica líder pró-vida e mãe de nove filhos, Jenn Giroux, essas seis mulheres começaram a viajar pelos Estados Unidos em fevereiro de 2010, com uma apresentação que elas chamam de “Falando do Papel de Mãe”.

Elas dão testemunho para mulheres em faculdades, em conferências femininas e em colégios, apresentando uma perspectiva “contracultural” do papel de mãe. Fundadora e ex-diretora executiva de Human Life International America e fundadora da Associação de Famílias Grandes (AFG), a enfermeira diplomada Jenn Giroux possui vários títulos, mas considera seu papel de mãe como a realização suprema. Conhecida por suas palestras e artigos sobre os danos espirituais e físicos da contracepção, o plano de Giroux para as apresentações “Falando do Papel de Mãe” evoluiu a partir de suas palestras públicas.“Há uma necessidade imensa no mundo de mostrarmos o lado positivo do papel das mães e mais uma vez elevar o papel das mães ao respeito que merece”, Giroux disse numa entrevista telefônica para LifeSiteNews.com enquanto estava viajando com suas cinco amigas para um compromisso de palestra.

“É a maior profissão da terra para as mulheres e tem sido completamente denegrida pelo movimento feminista”.“Falando do Papel de Mãe” teve sua apresentação de estreia na cidade de Notre Dame em fevereiro passado. Desde então, as seis mães realizaram reuniões em Missouri, Nebraska e Indiana e suas próximas reuniões estão agendadas para Ohio, Kansas e Washington. “Tentamos ir a todos os lugares para onde somos convidadas”, disse Giroux, que recentemente começou comercializar as palestras.

“Falando do Papel de Mãe”
“Uma das coisas mais engraçadas”, Giroux relata, são as imensas fotos ampliadas de suas famílias que as seis mães colocam em tripés durante suas palestras. “Levamos essas coisas imensas”, ela ri, “mas é estupenda a resposta que obtemos por causa das fotos”.“Queremos que as outras mulheres vejam os quadros visuais belos de nossos filhos”, disse Giroux, que declarou que muitas vezes compartilha, em tom de brincadeira, com a audiência o número de partos naturais e cesáreos de que as seis mães se gabam.

A líder pró-vida começa a apresentação falando dos danos espirituais e físicos da contracepção. “A maioria das meninas não ouve falar disso”, disse Giroux, falando dos comprovados e elevados riscos de maior incidência de câncer de mama como consequência dos anticoncepcionais. “É importante que as mulheres e meninas novas ouçam isso”.“Nossa geração está completamente cheia de mágoas e remorso pós-anticoncepcional”, disse ela. “Ficamos sem fôlego em nossa primeira palestra com o grande número de mulheres que se identificou com o que estávamos dizendo… queremos dar testemunho para a geração mais nova de mulheres, de modo que elas não repitam nossos erros”.

Embora Giroux inicie as palestras falando acerca da contracepção, a maioria da apresentação consiste em testemunhos pessoais das mães, nenhuma das quais é palestrante profissional.Uma mãe reconta como ela foi informada na mesa do parto com seu segundo bebê que nem ela nem o bebê provavelmente sobreviveriam. Tanto a mãe quanto seu bebê viveram. Mais tarde, ela recusou o conselho do médico para ter uma ligadura de trompas e prosseguiu tendo mais sete filhos.No testemunho de outra mãe, ela diz de sua escolha de ter uma ligadura de trompas com a idade de 26 anos. Ela então “vai contando os detalhes de seu testemunho de remorsos” que terminou numa reversão da operação e o nascimento de seu menino depois de três filhas.A apresentação busca mostrar os aspectos belos e positivos do papel de mãe que se perderam na sociedade, disse Giroux. “Precisamos realmente mostrar-lhes a beleza dos filhos, que é a real mensagem positiva de mostrar para elas os belos frutos de aceitar os presentes de Deus que são os filhos”.Outra mãe conta o testemunho doloroso de seu primeiro bebê, que nasceu morto.

Uma contabilista que planejou e calculou toda a sua gravidez, ela conta a humildade que aprendeu na mesa do parto entregando tudo a Deus. Ela narra como ela aprendeu a confiar em Deus e mais tarde teve quatro filhos.Contudo, outro testemunho de confiança vem da mãe que falou diretamente com as mulheres que têm desculpas financeiras para não terem filhos. “Estou aqui para conversar com qualquer uma que diz que não tem condições de ter filhos”, diz ela. Embora ela e seu marido “não tenham condições” de ter uma família grande, ela diz à audiência como por meio de trabalho duro e confiança em Deus, eles tiveram onze filhos.

Mães “normais”
“Tentamos dar a elas um quadro muito realista do que é ter uma família grande”, Giroux disse para LSN das mães que representam uma variedade de estilos de vida, de mães que trabalham fora a mães que permanecem no lar.Onde os meios de comunicação estão constantemente bombardeando as mulheres com a ideia de que elas não deveriam ter muitos filhos porque arruinará suas carreiras, mudará sua aparência física ou alterará seu estilo de vida tranquilo, Giroux e sua equipe estão ali para levantar-se como “contracultural”.“Estamos tentando deixá-las saber que as mães que aparecem na TV são completamente anormais”, disse Giroux. “O grande segredo de ter filhos perdeu-se” por meio da contínua mentira do público secular.Em tom de risada, ela narra os testemunhos das moças universitárias que olham para ela espantadas ao saber que ela tem nove filhos e responde: “Caramba! Mas você é tão normal!”“Estamos respondendo às jovens: ‘Sabem de uma coisa, meninas? Vocês podem ter tudo o que querem. Podem cuidar de si, ter filhos, se sair bem, serem mães ativas, trabalharem fora de casa e terem um casamento forte e terem uma grande família’”, disse Giroux.

“Entregue tudo a Deus”
Para uma sociedade que apoia a ideologia de um ou dois filhos, essas seis mães desafiam as mulheres a “entregar tudo a Deus” e serem abertas às ilimitáveis bênçãos provenientes dEle.Giroux disse que frequentemente muitas mulheres expressam para ela remorso por terem tido apenas um filho ou o sofrimento que elas têm de serem filha única. Ela cita o Papa João Paulo 2, dizendo: “O maior presente que você pode dar a seu filho é um irmão”.Entretanto, Giroux argumenta que a campanha “Falando do Papel de Mãe” não é forçar todas as mulheres a terem famílias maiores, muito embora as mães realmente promovam famílias grandes.“Nossa mensagem não é apenas ‘tenha muitas filhos’ porque ter 10 filhos não é para todas as mulheres”, Giroux disse para LSN. “Nossa mensagem é ‘confie em Deus’ e aceite os belos presentes que são os filhos”.“Todos nós dizemos que o casamento e o papel de mãe são estressantes e têm momentos desafiadores, mas as bênçãos em muito superam as dificuldades. Tivemos momentos muito assustadores onde tivemos de confiar em Deus em nosso papel de mãe e como resultado fomos abençoadas com os filhos que temos”.






















segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Um mundo sisudo

Por Andréa Gonçalves

Depois que me tornei mãe percebi o quanto a simples presença de uma criança muda o ambiente.Até na fila do banco,lugar onde mais se perde tempo e o nível de estresse mais cresce,um bebê tira sorrisos de muita gente.E aí comecei a refletir que realmente o mundo tem se tornado cada dia mais sisudo à medida em que tem diminuído a quantidade de crianças na sociedade.Não só porque as pessoas querem ter menos filhos (ou até nenhum!), mas também por causa de muitas mães temerosas "escondem" seus pequenos em suas casas,com suas babás,com medo que eles respirem qualquer bactéria que possa contaminar seus frágeis corpinhos.

É certo que precisamos ter um cuidado todo especial com as crianças,porém não podemos chegar aos extremos que tanto maculam os dias de hoje.Precisamos da presença dessas riquezas nos bancos,supermercados e outros tantos lugares,não só porque são a nossa continuidade,mas também porque fazem desse mundo um lugar muito mais feliz e bonito de se viver.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ser ou Fazer: eis a questão!

Meu marido e eu éramos chamados para dar palestras e testemunho para jovens e adolescentes. Em uma tarde de sábado fomos convidados para falar sobre casamento, partindo de dados que do IBGE que indicavam que homens e mulheres estavam casando mais tarde e também se divorciando mais.

Optamos, naquele momento, por uma abordagem crítica, porém alicerçada na visão que aqueles jovens tinham sobre sua vida, principalmente sobre seu futuro. Fizemos então a famosa pergunta: o que você quer SER daqui a dez anos? Ouvimos respostas das mais variadas: médico, arquiteta, engenheiro, pediatra, advogada... O que já era esperado. Passamos grande parte de nossa juventude ocupados com o que vamos FAZER no futuro e para isso nos preparamos muito. Passamos horas estudando, conversando com pais, amigos e professores, as escolas muitas vezes dispõem de profissionais para auxiliar-nos na orientação vocacional (de minha parte prefiro chamar de orientação profissional).

Houve, no entanto, uma resposta que fugiu dos padrões e abriu caminho para a reflexão que queríamos. Um jovem com quatorze ou quinze anos de idade disse com muita naturalidade: o que eu vou FAZER eu não sei, mas eu quero SER pai!

Todos ficaram quietos e pensativos. Em geral não somos levados a pensar nisso, nem somos preparados para sermos pais e mães pela escola e, muitas vezes, nem pela família. Ouvimos todos os dias o quanto é incômoda a tarefa de criar e educar uma criança. Quando temos quinze anos nos advertem: olha se tiver um filho vai passar noites em claro fazendo mamadeira e trocando fralda, vai perder oportunidades de crescer profissionalmente e vai acabar gorda e descabelada pilotando um fogão com meia dúzia de ranhentos agarrados nas suas pernas, chorando e pedindo comida.

Nossa, isso mais parece o quadro do inferno sem moldura! Enquanto pintam um quadro paradisíaco, ainda que competitivo, relacionado a escolha profissional, para a vida pessoal nos dizem que temos de esperar ao máximo sob pena de pura infelicidade e tormentos eternos!

Como fugir disso? Simples: refletindo!

A vida profissional não é um mar de rosas e não podemos colocar nossa esperança de futuro nisso. Não estou dizendo que não seja importante se preparar e se planejar para o futuro profissional. Apenas quero lembrar que você não pode congelar o seu próprio SER esperando que todo o restante dê certo; para depois, se sobrar tempo e vitalidade, você investir na família.

Tive meu primeiro filho com vinte e sete anos, estava concluindo a faculdade. Fiz meu TCC amamentando, meu marido tinha de me acompanhar nas entrevistas para cuidar do Pedro Javier. Meu filho esteve na minha formatura. Não abri mão de tudo para ter um filho, só não abri mão de SER mãe para ter todo o resto.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Maternidade: entre a realização e a culpa

A culpa parece ser o sentimento mais comum na modernidade. Já disse nesse blog que pode parecer um contrassenso, visto que o hedonismo apregoado e cultuado nos dias atuais pressupõe uma consciência acomodada, ou seja, livre de princípios que possam atentar contra a regra básica: seja feliz! Entenda o seja feliz por: curta a vida, aproveite bem as benesses e livre-se dos incômodos.


No entanto, essa mesma sociedade nos cobra muito, espera de nós determinadas atitudes. No caso das mulheres: tenha uma carreira, ganhe seu dinheiro, seja independente economicamente, tenha sua casa, seu carro, faça faculdade, mestrado e doutorado. Para que isso ocorra use toda a força da sua juventude!

O que ocorre é que nessa busca nos deparamos com nossos anseios e com nosso próprio ser. Também encontramos outras histórias e outras pessoas que mudam a nossa história, a nossa trajetória. É aqui que começa o sofrimento: como conciliar tudo o que eu sempre pensei ser O importante, tudo o que esperam de mim e ainda incluir novas prioridades? E mais, como incluir o que realmente importa, aquilo que de fato me realiza?

Bem, vamos conversar um pouco sobre isso, vamos tratar de encontrar meios de reformular nossas prioridades e de nos realizarmos enquanto mulheres. E faremos isso de modo pleno, preservando nossa essência, quanto mais conhecermos o ambiente que nos cerca e nossa própria condição de mulher no mundo.

Nas próximas postagens vamos iniciar falando sobre maternidade e trabalho.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Retornando...

Caríssimos leitores, estive afastada por longo período. Nos mudamos do Rio Grando do Sul para o Distrito Federal, algo muito difícil para os pequenos que tiveram de deixar os amigos, a escola, as professoras e todos os "tios" e "tias" que haviam conquistado em quase três anos de Pelotas. É verdade que nada disso se perde, pois cada uma dessas pessoas marcaram nossas vidas e são recordadas pelos meus filhos de forma muito carinhosa.

As crianças têm um jeito muito simples de lidar com as ausências: elas contam histórias e fazem perguntas. Por vezes chega a ser desconcertante a pureza com que vêm a vida. Meu filho, Pedro Javier, de quatro anos, sempre pergunta: mamãe a Catarina ainda é minha amiga, não é? Ao que eu repondo: claro! Meu filho, a Catarina é tua amiga! Ele abre um sorriso tão sincero que ilumina o ambiente. Já a Miriam, de dois anos, ficou muito impressionada por ter acompanhado a gravidez da tia "Andréa", mas não conheceu o José Francisco, que nasceu na semana seguinte a nossa mudança. Tudo o que acontece de muito diferente ela diz: Foi o "Jujé Fuxico", né mãe?

Sei que pode parecre muito difícil essa situação, longe da família tudo fica mais complicado, porém aprendemos muito mais uns com os outros. Temos de resolver tudo e aprendemos a apoiar-nos mutuamente. A coisa que realmente me alimenta afetiva e efetivamente todos os dias é ver o brilho nos olhos dos meus filhos. Vejo que eles são felizes não por estarmos aqui ou ali, mas porque estamos juntos!

Por ora é isso que queria partilhar com vocês.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Quando ou Como?


Maternidade não é um momento na vida da mulher. A maternidade precisa ser encarada de forma abrangente para ser efetiva, ou seja, é necessário vivê-la muito antes do nascimento dos filhos. Somos mães porque somos mulheres, a natureza de nossas relações é maternal! Desde a forma como nos comunicamos com o mundo até o modo cuidadoso como escolhemos uma roupa ou mesmo nossa profissão. Do modo como cuidamos de nossos irmãos ou amigos até como sorrimos para um novo dia!
Então por que nos preocupamos tanto com o quando? Por que essa questão nos atormenta?
Simples. Porque na cultura ocidental contemporânea aprendemos a nos ver de modo segmentado. Tudo é tão abstrato que vivemos como se pudéssemos nos compartimentar, como se pudéssemos congelar determinadas características para apenas despertá-las quando for mais conveniente aos nossos interesses ou quando não pudermos mais adiar o confronto com elas.
A pergunta fundamental é como vamos viver a nossa maternidade. Desde muito pequenas nós fazemos isso, só precisamos tornar nossos gestos conscientes sem fazer disso uma pedra de tropeço. Precisamos nos aceitar e viver a cada dia como realmente somos: mulheres!
Viver a maternidade não é ter um filho. Porém podemos afirmar sem rodeios de que a mãe que seremos para nossos filhos depende da mulher que somos em todos os âmbitos muito antes de que pensemos em ter um filho.